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Radiação Ultravioleta
Radiação Ultravioleta

A radiaação UV faz parte do espectro não visí­vel da radiação solar com comprimento de onda menor, UVC (100 a 290nm), UVB (290 a 320nm) e UVA (320 a 400nm), sendo apenas 5% da energia do sol, mas sua porção mais perigosa. Sua porção visí­vel vai do violeta (400nm) ao vermelho (760nm).

Efeitos fototoxicos da radiação UV provocam reações oxidativas que levam a desnaturação de proteí­nas e à formação de radicais livres. Pela vermelha após o sol é um sinal da ação do UVB, que atinge apenas as camadas superficiais da pele. É bloqueado em ate 90,0% pela atmosfera. Por outro lado, o UVA atinge camadas mais profundas da pele como a derme, fornecendo aquela aparência de bronzeada. O UVA tem também a capacidade de atravessar as núvens, atingindo a pele mesmo nos dias nublados. O UVA e UVB são responsáveis por manchas na pele, envelhecimento e câncer. O UVC é totalmente bloqueado pela atmosfera, estando presentes em solda elétrica e luz UV de equipamentos de esterilização (germicida).

A medida que os olhos se expõem ao sol de maneira intensa pode ocorrer a ceratite 6 a 12 horas depois com sintomas de vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia, blefaroespeasmo e sensação de areia nos olhos. Isso ocorre pela lesão das células basais do epitélio que ao se superficializarem encontra-se danificadas e descamam. Geralmente esses sintomas desaparecem em 24 a 48 horas. A exposição crônica pode levar a pinguécula (elevações amareladas) e pterí­gio, tecido fibrovascular que avança sobre a córnea. Embora raro, lesões melanocítica da conjuntiva tem relação com a radiação UV, podendo evoluir para tumores malignos.

A radiação UV pode ocasionar catarata cortical e subcapsualr posterior. Na retina lesões agudas ocorrem nas retinopatias solares, por eclipse, ou por acidente com instrumentos (telescópios). Não foi provado a relação da DMRI com a radiação UV.

As lentes transparentes podem receber um tratamento com cromóforos (fotocromáticas) para tornar-se escuras ao contato com a radiação UV. A transparência das lentes não influenciam no bloqueio UV, mas a qualidade do cromófago. As lentes escuras podem receber o tratamento UV em forma de tinta ou películas em sua superfí­cie, possuindo transmitância adequada entre 15% e 25% para maioria das atividades, embora as mais escuras sejam ideias para praia, vôos acima das nuvens, neve e montanhas.

Reflexão UV: neve (88%), areia (18%), água (13%), grama (5%). Maior pico de incidência do UV ocorre ao 12:00. A posição anatômica do olhar horinzontal já funciona como proteção natural ao UV, além da presença de cí­lios, supercí­lios, pálpebras, nariz e bochechas. A porção nasal fica mais exposta à lux refletida pelo nariz.

A exposição ambiente do UV se apresentam de 7 a 17% aos olhos, sendo filtrados em grande parte pela córnea (UVB e UVC, pico de absorção 270nm) e pelo cristalino (UVB). Com a idade o cristalino filtra também o UVA e parte da luz visí­vel, apenas 2% da radiação UV atingem a retina.

Exposição UV: Dentro de casa (4%), óculos escuros + chapéu (8%), óculos escuros (5% a 17%), chapéu (47%) e sem proteção (72%).